Frank Fernandez (Patinação - 72 anos)
Frank Fernandez é um patinador de 72 anos que patina desde os anos 60. Consciente dos riscos e lesões, ele comenta que pretende continuar patinando até o último dia de sua vida. Um verdadeiro exemplo de superação e amor pelo esporte.
O skatepark onde ele patina atualmente fica em frente à escola secundária onde se formou em 1960. Após a formatura, ele foi para a universidade, algo incomum para alguém que vivia em uma área perigosa. No entanto, ele descobriu a importância da universidade e, 34 anos depois, estava trabalhando como contador em uma empresa.
Um dia, sua esposa perguntou: "O que acontecerá se você continuar fazendo isso pelo resto da vida?" Foi nesse momento que Frank decidiu largar tudo para se dedicar ao que mais ama e desfruta: patinar.
"Acredito que quando me concentro em algo, consigo realizá-lo. Muitas pessoas me dizem: você vai se machucar e acabará com o corpo dolorido; mas não sei, é assim que é" Ele sabe que corre o risco de se machucar, mas mantém essa determinação que o caracteriza.
Aos 62 anos, o médico diagnosticou câncer de mama nele e recomendou que parasse de patinar, mas a única coisa que passou pela mente de Frank foi: "Continuarei patinando até morrer".
Eddie Hunter (Esqui - 88 anos)
Muitos o conhecem como "O Sábio" por sua emocionante história e conexão com o Parque Nacional de Banff e a montanha Norquay (Canadá), lugares que foram seu lar durante toda a vida.
Eddie nasceu em 1926 e desde então tem esquiado na estação de Banff. Além disso, é um esquiador que expressa as sensações que as montanhas transmitiram à sua vida e que orgulhosamente compartilhou com seus filhos e netos.
Ele se compara a um piano, pois tem 88 teclas, algumas brancas e outras pretas, mas juntas criam melodias. Hunter afirma: "A montanha transmite ensinamentos, dá a sabedoria para seguir em frente e ser uma pessoa melhor."
Muitas pessoas desconhecem o som mais bonito da montanha, poucos desfrutam do silêncio do topo, onde é apenas você e ela. "O que sinto de manhã ao ver o sol cobrindo as montanhas e fazendo a neve brilhar, olhar para trás e ver meus filhos e netos esquiando, amadurecendo, progredindo, superando o que fiz; isso me faz sentir vivo e feliz."
A montanha nos presenteia com sua paz, sabedoria e beleza, criando um romance entre as pessoas e ela. Aos 88 anos, Eddie afirma que "Muitas coisas podem ser pretas ou brancas na vida, mas é apenas uma questão de encontrar a melodia entre elas, como um piano."
Gwyn Haslock (Surfe - 70 anos)
Conheça a história de Gwyn Haslock, que começou a praticar surfe desde criança e se tornou a primeira campeã de surfe feminino do Reino Unido.
Agora, aos 70 anos, ela continua surfando duas ou três vezes por semana em sua terra natal (Cornualha) e não tem intenção de parar.
Seu pai sempre a incentivou desde a escola a ser persistente e lidar com as coisas com calma, fluindo com elas. Setenta anos depois, Gwyn afirma que toda vez que entra no mar, não é para competir, mas porque sente isso.
Ela e seu irmão aprenderam a surfar graças ao pai, as primeiras pranchas que usaram eram para deslizar nas margens e aprender a pegar as ondas, "apenas subiam e deixavam a onda levá-los."
Naquela época, não havia roupas de neoprene e as pranchas longas só chegariam graças aos salva-vidas.
A primeira competição de Gwyn foi em 1965 e ela foi a única mulher na competição, então teve que competir contra os homens. Apenas dois anos depois, ela se consagraria como a primeira mulher britânica campeã de surfe.
"Amo ficar em cima da prancha, sentir o vento e me deixar levar pela onda, não há nada como isso."
No surfe, é preciso ser persistente com as ondas, cada uma é diferente, assim como as coisas na vida, é preciso remar para alcançá-las. Gwyn agora só quer aproveitar: "Eu sei que não tenho muitos anos pela frente, por isso só tento sair e aproveitar cada momento que tenho."
A aventura é a melhor maneira de aprender, desperte seu espírito aventureiro e comece a viver.
Autor do Blog
Equipe DeAventura
